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BAGOS DE MILHO

COMIDA PARA AVES e OUTROS MAMÍFEROS EM RAÇÕES DE IMAGINAÇÃO COM SORRISOS À MISTURA

BAGOS DE MILHO

COMIDA PARA AVES e OUTROS MAMÍFEROS EM RAÇÕES DE IMAGINAÇÃO COM SORRISOS À MISTURA

O BANCO DE JARDIM

Sou um banco de jardim sem jardim!

 

Sem flores, sem pássaros nem canteiros,

Sem casais de namorados

Nem velhas fazendo rendas;

Nem velhos apanhando sol

Nem outros somente sentados.

Sem um lago com peixes vermelhos,

Brancos, amarelos ou dourados…

 

Sou um banco de jardim, sem jardim!

 

Estou entre pedras de calçada,

Brancas… frias… inertes…

Outras não tendo por companhia.

Porque todos os que por mim passam

Fazem-no à pressa, correndo,

Sem emoções nem alegria.

 

Sou um banco de jardim, sem jardim!

 

Passam por mim sem me verem,

Sem saberem que existo.

Estou abandonado, eu sei!

Podiam ter-me dado outra cor,

Outra forma, outro vigor,

Outro local para estar,

Para ser apreciado,

Onde fosse acolhedor.

 

Sou um banco de jardim, sem jardim!

 

Não sei o que faço aqui,

Na esquina desta rua,

Nesta calçada nua,

Onde só passam os cães

E a solidão se acentua!

 

Sou um banco de jardim sem jardim!

2 comentários

  • Imagem de perfil

    Kok 24.04.2011

    Gostei que gostasses. (Isto pode dizer-se, assim?)
    E cá fico à espera para ler o que possas responder ao banco que, coitado, ali está posto (não em sossego mas) ao abandono!
    Inté!

    Beijokassss doces quem nem amêndoas do coelho da Páscoa (eheheheh)
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