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O CASACO COMPRIDO

por Kok, em 15.12.13

Já completamente vestido e pronto para sair retirou do cabide de pé posicionado à porta do quarto, um quarto enorme com a cama no centro mas encostada a uma das paredes, as duas janelas altas até quase ao tecto, à esquerda e a porta do WC privado, à direita, o casaco comprido, de cor azul escura, e vestiu-o abotoando vagarosamente cada botão.

Colocou o chapéu na cabeça, um chapéu de copa arredondada e de abas não muito largas, pegou na bengala de madeira avermelhada e punho de prata, e caminhou para a saída.

Abriu a porta de acesso ao patamar, saiu e, voltando-se, fechou-a com uma violência controlada informando assim todos os vizinhos que ele ia sair.

Como sempre desprezou o ascensor, preferindo as escadas. Descia cada degrau com lentidão colocando primeiro o calcanhar e só depois o resto do pé, numa desconcertante e invulgar forma de descer escadas, prolongando desta maneira tempo de que dispunha e do qual já não precisava.

O porteiro, ouvindo-lhe os inconfundíveis passos, apressou-se a abrir a porta da rua, uma pesada porta de vidro com enfeites retorcidos de ferro, pintada de verde e esperou.

-Bom dia senhor doutor! Como está? Passou bem a noite?

-Bom dia Salvador, respondeu-lhe o senhor doutor num quase inaudível resmungo.

Já no passeio andou três ou quatro passos e quedou-se imóvel para aproveitar o banho de sol pouco quente àquela hora da manhã onde uma brisa de resto de noite, soprava.

Decidiu descer a avenida e num firme movimento da bengala iniciou calmamente a caminhada rumo à elegante pastelaria, cuja esplanada àquela hora ainda não está totalmente composta e arrumada, mas que ele sabia terem sempre a mesinha de canto pronta para o receberem. E também igualmente prontas as tiras fritas de bacon, os dois ovos estrelados, as obrigatórias fatias de pão tostadas e o vinho branco de Colares fresco a uma agradável temperatura, portanto sem estar gelado.

Enquanto caminhava não deixava de estar atento. Demorava-se à porta da florista que meio dobrada procedia ao arranjo das flores, mostrando parte convidativa do recheio do seu decote; depois ficava olhando com algum pesar o carro topo de gama na montra do stand de automóveis, e um pouco mais abaixo perdia algum tempo (ganhando em prazer visual) ao deter-se junto do quiosque onde as formosas e (para ele) inalcançáveis cabeleireiras e manicuras do salão de beleza próximo, compravam tabaco e pastilhas e liam as revistas antes de começarem a trabalhar, e que simpaticamente lhe atiravam um “olá sôdótôr”, é hoje que nos vai visitar para arranjar as unhas?, o que lhe arrancava um leve movimento de assentimento acompanhado de um amarelado sorriso. Outros tempos e não seriam só as unhas que me arranjariam, pensava com alguma amargura.

Já na esplanada da elegante pastelaria e chegado junto da habitual mesa, procedeu ao costumado ritual: o chapéu e a bengala, ocuparam uma das quatro cadeiras de verga postas ao redor da mesa e despido o casaco comprido, dobrou-o cuidadosamente e colocou-o na mesma cadeira.

Ele sentado numa outra saboreou lentamente o pequeno-almoço, mergulhando tiras de tosta nas gemas dos ovos, juntando duas ou três garfadas de bacon e sorvendo goles de Colares entre umas e outras.

Demoradamente, para que o seu tempo se estendesse e talvez assim o restante tempo demorasse menos tempo a passar.

O movimento de pessoas aumentava gradualmente. Algumas entravam apressadamente na pastelaria e depois de um café e um queque saíam ainda mais apressadas porque o autocarro estava mesmo a passar e não queriam chegar tarde.

Outras não entravam.

Mas isso ele já sabia porque as conhecia de outras manhãs. Adivinhava-lhes os hábitos e as preferências, as que só comiam bolos secos e as que não dispensavam os cremosos, dos que babam chantilly por todos os lados. Também haviam as que preferiam os salgados: rissóis, croquetes ou os folhados mistos amornados no micro-ondas.

Conforme a manhã crescia a esplanada compunha-se com a chegada dos que, como ele, tinham tempo de sobra para gastar. Sentavam-se, recostando-se nas cadeiras e bebiam um café enquanto liam jornais, cujas notícias pareciam desagradar a todos já que todos resmungavam e reclamavam entre dentes, várias vezes em cada página.

Ele não lia jornais! Ele e os jornais eram velhos conhecidos! Mas não os lia.

Porque houve um tempo em que ele escreveu nos jornais. Mas foi há muitos anos quando as notícias eram dactilografadas e depois havia a tipografia e depois…

Ele nunca mais leu notícias. Ele nunca mais comprou jornais. Ele gostava era de estar sentado na esplanada da pastelaria, bem cedo na manhã, assistindo ao vai vem dos que todos os dias por ali passavam, e do que habitualmente por ali acontecia, percebendo uma ocasional ou mesmo definitiva ausência.

Fazia-o involuntariamente, resultado de tantos anos atento e a fazê-lo por obrigação.

Pediu um café e enquanto esperava acendeu um cigarro. Claro que sabia que não devia fumar. Claro que sabia disso e de outras coisas que fez e que não deveria ter feito. Mas viver uma vida fazendo somente o que se pode fazer é viver verdadeiramente? Até pode ser que seja, mas não é o caso dele. Sempre navegou ao sabor da sua vontade, muitas vezes na contra mão, umas vezes em águas turvas e em revoltas outras mais, remando contra marés, e nunca ao sabor das correntes.

Outros tempos, noutros caminhos e com outras gentes. Agora sobra-lhe tempo, o tempo de que tantas vezes precisou para saber mais e para mais notícias escrever.

Acabou o cigarro.

Era tempo de pagar e sair da esplanada de pastelaria. Era tempo de caminhar “fazendo” tempo para o almoço. Colocou o chapéu na cabeça e segurando firmemente na bengala saiu, levando no braço, dobrado, o casaco comprido.

Preparou-se para atravessar a avenida.

Um polícia passou correndo, perseguindo um gajo que atravessando por entre o trânsito originou um súbito chiar de pneus no asfalto acompanhado de múltiplas buzinadelas.

Ele virou-se a tempo de ver o gajo ser apanhado por uma carrinha de distribuição de carnes e o polícia safar-se à justa de ser atingido por um táxi; mas não consegui evitar um autocarro que por despiste galgou o passeio e o atropelou junto do semáforo que acabara de mudar de vermelho para verde, para os peões.

Foi uma notícia (a última) que ele não escreveu. E no entanto, morrendo, escreveu-a!

À espera ser removido, ali ficou espalmado no passeio, coberto pelo casaco comprido.

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publicado às 22:40


29 comentários

De Existe um Olhar a 15.12.2013 às 22:56

Acompanhei cada passo do sôdotor, cada movimento, cada som, foi como se estivesse lá a presenciar tudo...li, continuei a ler e pensei cá para os meus botôes:-será que o senhor Dr. vai hoje encontrar uma senhora que lhe faça companhia nestes momentos de tédio? Sim , porque envelhecer sozinho não deve ser lá grande coisa e eis se não quando para grande pesar meu leio um final triste de uma história que ele não teve tempo de ler.
Para a próxima faz favor de arranjares um final tipo...casaram e viveram muito felizes, Ok?

Beijinhos e sorrisos desmaiados

De Kok a 17.12.2013 às 14:50

Achas que acabou mal?
É verdade que foi um final abrupto e trágico mas foi um final mais de acordo com o seu percurso, um percurso "do contra" de quem dificilmente procuraria os braços de alguém para "se acabar".
Aliás, a ideia dele era unicamente um almocinho e depois. possivelmente, uma sesta.
É certo ele não ter tido tempo de ler a notícia, mas não é menos verdade que foi como se ele a tivesse escrito.
Gostei de saber de ter feito o necessário para que pudesses "ter visto e lá teres estado" acompanhando cada passo do sôdótôr.

Beijinhos atropelados de sorrisos

De golimix a 18.12.2013 às 08:43

Primeiro, e um pequeno à parte, reparei que usaste a palavra "ascensor", o que é claro para um Sotôr que não usa elevador mas sim o ascensor

Segundo, o final pode ter sido trágico mas condicente com a vida daquele homem.

Boa história! Como sempre me habituaste!




Bjix

De Kok a 18.12.2013 às 15:38

Ferpeitamente! (não imaginei que fosse notado este toque de "classe").
Os elevadores são para aquela outra classe social que habita em prédios compostos por apartamentos de T's zero a T's 3 (ou no máximo 4). A partir daí os elevadores são "promovidos" a ascensores.
E para quem teve um percurso de vida "daqueles" mal seria que definhasse numa cama de hospital, ou outra!

Bejix

De golimix a 18.12.2013 às 17:34

Foi o que presumi! São pormenores destes que fazem de ti um bom escritor

De Kok a 18.12.2013 às 21:47

Insistes minha amiga Gix em elogiar-me? Fico agradecido pela tua gentileza e algo vaidoso por saber que é reconhecido algum merecimento no conteúdo do que escrevo.
A maria (a 1ª responsável da existência deste blog) diversas vezes o afirma.
Mas a "minha proximidade" de autor leva-me e pensar diferentemente.
Inseguranças? Certamente que sim!

Bejix com sorrisix

De golimix a 18.12.2013 às 21:52

Então tenho que agradecer à Maria

De Kok a 19.12.2013 às 15:04

Que é o que eu faço implicitamente de cada vez que aqui coloco um texto!

De Cris a 20.12.2013 às 20:31

Muito bom. Obrigada por estes breves minutos de leitura.

De Kok a 23.12.2013 às 22:29

Obrigado eu Cris, pela tua visita e porque "sabe" sempre bem sabermos que gostam do que fazemos, neste caso do que escrevemos!
E como a porta está continuamente aberta, continua aparecendo!

Beijos!

De DyDa/Flordeliz a 23.12.2013 às 02:11

"de olhos em bico para a lua" diria eu sobre o desgraçado final para um tão cuidado casaco - lei-se sôr doutor...

Sempre a fazer história.
Confessa: Tiveste um pesadelo noturno, e a gente que te "grame".


Eu confesso: Que a minha cadela me deu um safanão na trela (esta parte foi verdade) e me cortou a mão ( esta também foi verdade) de tanto que puxou. A pele foi queimando (verdadinha) e quando a carne ficou presa entre o fio de aço, traçou-me os dedos os ossos e os tendões e caiu ao chão. A cadela feliz, desatou a correr com a mão com os tendões pendurados, enquanto eu, desesperada, tentava segurar o sangue que se soltava em golfadas do que restava da mão direita e eu gritava desesperada de dor e na ânsia de alguém a recuperar e lha retirasse de entre os dentes que ela ia roendo como se fosse um brinquedo novo (esta foi a parte em que acordei em pânico e olhei a mão que estava onde devia estar embora um pouco mal tratada com queimaduras do dia anterior).
Tive mais sorte que o teu doutor. Vi a minha história e pude ficar para contar o que vi.

Beijinho amigo e Bom Natal, sem stress.

De Kok a 23.12.2013 às 22:52

Eu tenho lá alguma responsabilidade na chegada dos gajos à lua?
Nada! Absolutamente nada!!! Nem na morte do SôDótôr pois não era eu quem conduzia o referido "beículo".
Pesadelo? Tenho tido alguns, uns mais pesados e outros menos mas não foi o caso desta vez. Ou foi? Vá lá saber-se...
Eu já sabia que tinhas uma cadela? Do que de certeza não sabia era desse teu incidente/acidente com a trela (uma trela de aço?). De que "classe" é a bicha?
Amiga, para um bom funcionamento da tua mãozinha nunca segures a trela pela trela, mas sim pela "pega" (não sei se é este o termo correcto), para evitar que depois a cadela te fuja com elas; a mão e a trela!
E agora? Já está em perfeitas condições de funcionamento essa tua extremidade braçal?

Um óptimo Natal cheio de coisas boas e sempre com um sorriso nos lábios!
Beijos

De DyDa/Flordeliz a 24.12.2013 às 11:33

A minha "menina" tem quase um ano e é uma pastor alemão.
É linda. Adoro-a. Mas é um animal e reage como tal.
Viu uma igual e armou-se em parva, desatou a correr até ao limite da trela que estava no máximo - solta. A asa estava na minha mão, como não consegui que o sistema retrocedesse pela força que fazia e fio não diminuía de forma a ela não dar umas trincas na outra que era novinha, cometi a parvoíce de meter a mão para a travar manualmente no fio que é fino e rijo (oups sem más intenções ok? ). A força dela era tanta e a violência dos esticões, que a fricção na mão ia realmente cortando-me a carne, penso que chegou a cheirar a carne de porca. Tive medo e dor claro, fiquei-lhe com "pó". apetecia-me pregar-lhe um sermão (mas acreditei que ficaria a olhar para mim com cara de cadela) . No entanto a culpa é minha. Como disse antes, ela é um animal e as reações são de prever. O que eu não previ é que ao desfazer uma curva me iria cruzar com outro animal.O fio não diminuía o tamanho, ela fazia força e eu tentava segurar o ímpeto da bicha.
Já passou. Gosto de levar a trela ajustável para a poder deixar um pouco mais livre. Tenho de ter juízo e levá-la com a trela curta, para as emergências. O marido tem mais juízo que eu, não facilita. Eu gosto de a ver correr em liberdade. Paguei o preço.

Por cá em véspera de natal chove desalmadamente e venta furiosamente. Este ano não é em casa a consoada (o que é pena). Vou para o pé dos meus velhinhos. Espero poder sair logo ao fim da tarde.

Boas festas para ti e para a família.
Beijinho

De Kok a 09.01.2014 às 11:21

Pastor alemão? Então não te servia um pastor nacional? Mania das grandezas, é o que é...
Pois minha amiga, tens que a ensinar (sobretudo pelo seu porte e força) a estar junto a ti até lhe dares ordem em contrário, ou então corres os risco de seres arrastada por ela pelas lages de S.Tirso! E se gostas de a ver correr, então solta-a!
Como sabes eu tenho uma cadelinha mas é de tamanho pequeno/médio, portátil portanto!
Beijinhos com sorrisos (para ti, não para a pastora).

De amaria a 23.12.2013 às 09:50

Venho deixar uma sugestao,,desculpa-me a sinceridade,,mas e assim eu ja estou cota, e ate uso oculos para ler..

Dava para mudares a cor de fundo do blog?? E que mesmo que queira eu fico com os olhos trocados..:)

Da-lhe cor sim?

E passo por ca ..

beijinhos

De Kok a 24.12.2013 às 00:28

Porque o que não quero mesmo é que quem me visite saia daqui com o olho esquerdo do lado direito e vice-versa.
Diz-me então: a tua dificuldade situa-se onde? Na cor de fundo ou na cor das letras?
Convém especificar para que, se for o caso de alterar, a alteração tenha o efeito desejado.
Obrigado pela visita e já sabes: entra quando quiseres pois a porta está sempre aberta.

Beijos com sorrisos.

Bom Natal!

De pimentaeouro a 23.12.2013 às 13:04

Venho desejar-lhe um Feliz Natal.

De Kok a 24.12.2013 às 00:21

Muito obrigado. Que O seja para ambos, porque ambos o merecemos!

1 abraço!

De DyDa/Flordeliz a 31.12.2013 às 11:21

Kok venho desejar Feliz Ano Novo
Que a boa disposição nunca te abandone, porque é contagiante.
Beijokinha

De Kok a 09.01.2014 às 11:24

Obrigado!
E por "falar" em contágios que para ti este 2014 também seja um feliz ano, melhor que qualquer dos anteriores. Com boa disposição, risos e belas fotos!

Beijos com sorrisos!

De maria a 14.01.2014 às 23:25

Pois é, demorei a ler este texto, mas ainda bem que só o fiz agora, quase um mês depois de ter sido escrito :)

Apesar do desfecho triste, também concordo quando alguém diz que foi de acordo com a vida que o senhor teve, pelo menos nos últimos anos...
Teve uma vida aparentemente cheia, agora tinha uma vida de hábitos, uma vida em que se recusava a "aceitar" a evolução...

Muito bom este texto, estás de Parabéns kok :)))

E já que falaste em mim, deixa que te diga que se te elogio e te digo que escreves bem é porque gosto imenso de te ler, mas isto não é novidade para ti, digo-o desde sempre...tenho notado pelos comentários que aqui leio que não sou a única a pensar assim :)))

Agora faço-te um pedido, não deixes nunca de escrever...tens jeito prá coisa ehehe :)

Beijinho :)

De Kok a 16.01.2014 às 10:29

Pronto, tá bem! Como diz o fado, vou continuar escrevendo até que a voz me doa!
Mesmo que o "tal comboio" seja uma presença, mais ou menos assídua!

Obrg maria. Beijinhos escritos com sorrisos!

De amaria a 23.01.2014 às 09:58

Finalmente hoje consegui este texto que nao tinha conseguido ..Coisas de velha pá,,,gostei da "mudança" :)

Quanto a texto,,!Fantastico"..Embora,,eu concorde um pouco com a Manu, gosto de finais felizes..quiça polvilhados de amor e ternura...sou uma lirica amigo..e já nao mudo...

Mas parabens..adorei a escrita..para quando outro?

beijinhos,,,:)

De Kok a 23.01.2014 às 16:14

Pode dizer-se que "é na mudança que está o ganho?"
Neste caso foi. Possibilitou-te a leitura!

Achas então que o sôdótôr merecia um final feliz? Um snob daqueles?
Nada disso. E ainda assim teve sorte de ter uma morte rápida que eu bem podia tê-lo posto à mingua durante anos num prolongado definhamento!
Porque os finais felizes conquistam-se e dão muito trabalho, né?

Beijinhos com sorrisos felizes!

De golimix a 12.02.2014 às 17:12

Já não tinha lido este texto?

Diz-me que não estou doida por favor....

De Kok a 12.02.2014 às 21:13

Vamos lá por partes:
1-leste este texto e comentaste (comentaste-ú ) em 18.12.2103
2-sem favor digo-te que não estás doida. mas não me responsabilizo porque isto de afiançar coisas dessas exige conhecimentos que eu sei não ter.
3-este texto foi o que escrevi com a intenção de "aderir" ao tal criativos e porque não escrevi outro quis ser "fiel" à ideia. tás a perceber? pois, é isso mesmo!
No próximo texto vou tentar seguir as tuas indicações para fazer tudo correcto. Mas não garanto nada!

Bejix

De golimix a 13.02.2014 às 09:23

Depois de "lançar" o comentário percebi que já tinha comentado... que queres? Não ando bem...

Qualquer dúvida apita que eu ajudo no que souber


Bjix pa vós e festix à Mikas

De Kok a 13.02.2014 às 11:14

Ok! Vou tentar com outro texto. "Bamos a ber" o que acontece!

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